TORTURADOR DE CRIANÇAS FOI MORTO NO PRESÍDIO.

Condenado a mais de 50 anos por torturar cinco crianças em SC é morto no presídio

O autor do ataque confessou a ação. A morte de Luiz Fernandes de Oliveira, de 43 anos, dentro da Penitenciária Industrial de Chapecó, voltou a trazer à tona um dos crimes mais cruéis registrados em Santa Catarina nos últimos anos.

Condenado em 2024 a mais de 50 anos de prisão, ele havia sido responsabilizado por torturar cinco crianças, entre elas o sobrinho, de apenas 2 anos, que não resistiu às agressões sofridas em 2022.

Segundo divulgado pelo Jornal Razão, o episódio mais recente ocorreu na tarde da última sexta-feira (29), quando Luiz foi atingido por uma estocada de tesoura dentro da unidade. Apesar de ter sido levado à enfermaria ainda com vida, acabou não resistindo. O autor do ataque confessou a ação e foi transferido para uma cela isolada logo após o crime.

Ainda segundo divulgado pelo Jornal Razão, no depoimento, o autor relatou que dias antes Luiz teria lhe oferecido comida, o que lhe causou mal-estar. Desde então, a vítima teria feito repetidas provocações, zombando da situação. O agressor contou que as ironias se prolongaram até esta semana, quando ele afirmou ter perdido o controle e golpeado Luiz com a tesoura.

Agentes relataram que viram Luiz correr ferido pelos corredores antes de cair e ser atendido. O espaço foi isolado, e tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Científica recolheram registros das câmeras de segurança da penitenciária para esclarecer as circunstâncias da agressão.

Relembre o caso que chocou o estado

Luiz Fernandes e sua companheira ficaram conhecidos pela brutalidade com que tratavam crianças deixadas sob seus cuidados em Ponte Serrada. Segundo as investigações do Ministério Público, os pequenos eram espancados com cabos de televisão, canos de PVC e chinelos, além de sofrer privações alimentares e tortura psicológica.

De acordo com o jornal citado, as denúncias revelaram ainda que Luiz costumava amarrar os menores em cadeiras e tapar suas bocas com fita isolante para que fossem obrigados a assistir às agressões contra o próprio sobrinho.

Em fevereiro de 2022, ele tentou afogar a criança em um vaso sanitário e causou uma fratura em seu fêmur. Poucas semanas depois, o sobrinho foi morto pela companheira de Luiz, vítima de uma sequência de chutes e socos. O laudo médico apontou politraumatismo.

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